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Posts Tagged ‘Washington Novaes’

Publicado em dezembro 31, 2010 por outrapoliticaemsampa

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 31 de dezembro de 2010

E se chega ao fim do ano com a incômoda sensação – relendo o que o autor destas linhas escreveu neste espaço no primeiro dia de 2010 – de que o tempo não passou ou não foi aproveitado para enfrentar as graves questões ali enumeradas. De novo, várias capitais e outras cidades às voltas com inundações, evidenciando seu despreparo para se adaptarem às mudanças climáticas com programas de readequação das áreas urbanas aos eventos extremos, cada vez mais frequentes. O último balanço do ano acusa 250 mil mortos no mundo em consequência de “desastres naturais” (incluindo enchentes, terremotos, etc.), mais que os 115 mil que perderam a vida em atos terroristas ao longo de 40 anos (The Washington Post, 20/12). E US$ 222 bilhões de prejuízo. (mais…)

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Publicado em dezembro 23, 2010 por outrapoliticaemsampa

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 23 de dezembro de 2010

A oito dias do início do seu governo, a presidente Dilma Rousseff precisa incluir com urgência em sua pauta uma discussão, com a sociedade brasileira e os setores produtivos, que o atual governo federal ficou devendo: qual a matriz energética adequada para o País e os passos que devem – ou não devem – ser dados para atingi-la.
Já se recordou neste espaço o estudo promovido pela Confederação Nacional da Indústria mostrando que o setor pode consumir 25% menos energia do que hoje, com programas de eficiência e conservação. (mais…)

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Publicado em dezembro 17, 2010 por outrapoliticaemsampa

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 17 de dezembro de 2010

Como já se previra em artigo neste espaço (3/12), foram bastante modestos os resultados da reunião da Convenção do Clima em Cancún, no México.
Quase todas as discussões importantes foram prorrogadas para o ano que vem:
1) Saber se haverá ou não um novo Protocolo de Kyoto, que obrigue os países industrializados a reduzirem suas emissões de gases poluentes – o atual expira em 2012 e ainda não foi cumprido totalmente (e hoje os países industrializados, por ele abrangidos, emitem menos que os países em desenvolvimento – cerca de um terço do total, ante 85% em 1990);
2) saber com quanto cada país industrializado contribuirá para um fundo que ajude os países mais pobres a enfrentar mudanças climáticas (US$ 30 bilhões até 2012 e US$ 100 bilhões anuais até 2020); (mais…)

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Publicado em dezembro 12, 2010 por outrapoliticaemsampa

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 10 de dezembro de 2010

No momento em que estas linhas são escritas, continuam em Cancún, no México, as discussões no âmbito da Convenção do Clima, com escassas possibilidades de que até hoje à noite ou a madrugada de amanhã se consiga chegar a algum acordo sobre redução de emissões de poluentes obrigatório para todos os países – como já se comentou neste espaço na semana passada. Mas sucedem-se ali as discussões, até entre os que acreditam que novas tecnologias poderão conduzir às grandes soluções para o drama das mudanças climáticas e os que lembram que não se conseguirá caminhar por aí sem equacionar também o problema das desigualdades no consumo no mundo, com os países industrializados (menos de 20% da população mundial) respondendo por quase 80% do consumo de recursos e com um gasto per capita de energia muitas vezes superior ao dos países mais pobres. Sem falar, ainda, na questão da fome, que continua a afligir quase 1 bilhão de pessoas. (mais…)

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Publicado em novembro 19, 2010 por outrapoliticaemsampa

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 19 de novembro de 2010

É preciso prestar atenção ao estudo que acaba de ser divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (Estado, 11/11), segundo o qual a indústria brasileira pode economizar 25% da energia que consome, a começar pela indústria siderúrgica, seguida pelos setores de cerâmica, química, papel e celulose e cimento. É um trabalho na mesma direção do estudo feito em 2006 pela Unicamp, WWF e outras instituições, mostrando que o País pode viver tranquilamente com metade da energia que consome hoje: pode economizar 30% com conservação e eficiência energética (tal como fez no “apagão de 2001, sem nenhum prejuízo para o País); mais 10% com ganhos nas linhas de transmissão (que hoje perdem entre 15% e 17% da energia que transmitem); e mais 10% repotenciando geradores antigos de usinas, hoje com baixo rendimento, e a custos muitas vezes menores que o da construção de mais hidrelétricas. (mais…)

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Publicado em novembro 5, 2010 por outrapoliticaemsampa

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 05 de novembro de 2010

Que consequências práticas terão os acordos considerados “históricos” pelos 193 países que os firmaram na Convenção da Diversidade Biológica em Nagoya, no Japão, e relatados neste jornal (29 e 30/10) por Herton Escobar? O fato é que se conseguiu chegar a algumas regras consideradas fundamentais para a sobrevivência humana no planeta – ainda que para isso tenha sido preciso “colocar um valor monetário na vida” (31/10). Os acordos incluem: 1) Um plano estratégico com metas globais para a conservação no período 2011-2020; 2) um protocolo que define regras para o uso de recursos genéticos derivados de plantas, animais e microrganismos, bem como formatos que respeitem a soberania dos países detentores sobre esses recursos e levem à partilha de benefícios entre o detentor e outros países e suas empresas que venham a explorá-los; e 3) a intenção de firmar em 2011, em reunião na Índia, um acordo sobre mecanismos financeiros que tornem viável atingir as metas acordadas. (mais…)

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Publicado em outubro 30, 2010 por outrapoliticaemsampa

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 29 de outubro de 2010

Não terá sido por falta de informações sobre a gravidade da situação dos recursos naturais no mundo que foram tão difíceis as negociações no Japão, desde a semana passada, no âmbito da Convenção da Diversidade Biológica. Enquanto ali se sucediam os impasses, na Assembleia-Geral da ONU era apresentado um relatório sobre o direito à alimentação em que se afirma que a cada ano são perdidos no mundo 30 milhões de hectares cultivados, ou 300 mil quilômetros quadrados, área equivalente à da Itália, mais que o Estado de São Paulo – por causa de degradação ambiental e urbanização. “500 milhões de pequenos agricultores sofrem de fome porque seu direito à terra é atacado”, diz o documento (France Presse, 22/10). (mais…)

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