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Posts Tagged ‘ECAD’

Pesquisa realizada por entidade americana indica que, para o brasileiro, o produto pirata custa o mesmo que o produto original nos EUA

Silvio Crespo, O Estado de S.Paulo, 7 de março de 2011

O DVD “Batman, o Cavaleiro das Trevas”, que foi lançado nos Estados Unidos por US$ 24 (R$ 39,60) para o consumidor final, tem um peso no bolso do brasileiro equivalente a US$ 85,50 (R$ 141). Os dados são de um estudo coordenado pelo Social Science Research Council, uma entidade de pesquisas com base em Nova York, que será divulgado na próxima quarta-feira. Os números foram antecipados pelo portal Economia & Negócios, do “Estado”.

Com o título “Media Piracy in Emerging Economies” (Pirataria de Mídia em Mercados Emergentes, em tradução livre), é a primeira investigação científica empírica que analisa comparativamente a pirataria em países emergentes considerando não apenas as políticas de repressão e os preços dos produtos, mas também o poder de compra da população.

A pesquisa aponta que o brasileiro, ao comprar produto pirata, sente no bolso quase o mesmo que os moradores dos Estados Unidos sentem quando adquirem o produto original. O Batman saía por cerca de US$ 3,50 no mercado ilegal do Brasil em 2008 (ano em que foi feita a tomada de preços), só que esse valor, para a renda de um morador do País, corresponde ao que seria um gasto de US$ 20 para um americano. (mais…)

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A opção pela retirada da licença Creative Commons (CC) do site do Ministério da Cultura é reflexo de um posicionamento político assumido pela ministra Ana de Hollanda. Não se trata de medida menor ou ação isolada, e sim é parte de uma estratégia que resultou no estremecimento da relação do Ministério da Cultura com as forças defensoras do compartilhamento do conhecimento e da colaboração cultural.

Rodrigo Savazoni, Envolverde, 1 de fevereiro de 2011

Durante o governo Lula, a liberdade foi tônica: na política de valorização do software livre e no reconhecimento das novas formas de produzir e circular informação pelas redes interconectadas. O mundo, então, voltou seus olhos para o Brasil, país que em várias áreas do conhecimento voltou a apontar caminhos e produzir respostas globais – como ocorreu na época do surgimento da poesia concreta, da Bossa Nova e da arquitetura de Niemeyer. (mais…)

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Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo, 27 de janeiro de 2011

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, viveu emoções extremadas em sua primeira visita oficial a São Paulo. Ela participou da reinauguração da Biblioteca Mário de Andrade, no centro, “Podem existir diferenças políticas, mas a cultura aproxima. A cultura é de todos, é do cidadão”, discursou Ana no saguão, numa solenidade interrompida por gritos de manifestantes contra o prefeito Gilberto Kassab.

Logo a seguir, a ministra demonstrou nervosismo e impaciência ao ter de explicar sua decisão de tirar do site do Ministério da Cultura as licenças Creative Commons, fato noticiado pelo Estado na semana passada. A decisão gerou gritaria entre os militantes da cultura digital – Ana chegou a ser chamada de “Ministra do Ecad” no Twitter por ter usado argumentos conservadores em defesa do copyright. “Eu totalmente sou a favor da cultura digital. Vamos usar os Pontos de Cultura para disseminar as culturas digitais”, reagiu. “Eu não represento o Ecad. Eu sou associada, como tantos outros artistas. Todo mundo tinha de se associar para receber seus direitos. No momento certo, nós vamos discutir os direitos autorais, mas não é agora.” (mais…)

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O movimento de software livre, de recursos educacionais abertos e os defensores da liberdade e diversidade cultural votaram em Dilma pelos compromissos que ela afirmou em defesa do bem comum. No mesmo dia que a Ministra Ana de Holanda atacou o Creative Commons retirando a licença do site, a Ministra do Planejamento Miriam Belquior publicou a normativa que consolida o software livre como a essência do software público que deve ser usada pelo governo. É indiscutível o descompasso que a Ministra da Cultura tem em relação à política de compartilhamento do governo Dilma.

Sergio Amadeu da Silveira, Carta Maior, 25 de janeiro de 2011

Os defensores da indústria de intermediação e advogados do ECAD lançam um ataque a política de compartilhamento de conhecimento e bens culturais lançada pelo presidente Lula. Na sua jornada contra a criatividade e em defesa dos velhos esquemas de controle da cultura, chegam aos absurdos da desinformação ou da mentira. (mais…)

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