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Posts Tagged ‘creative commons’

IHU On-line entrevista Sergio Amadeu, 8 de fevereiro de 2011

A licença Creative Commons está em consonância com a lógica de interação da internet, pois permite que “o autor tenha uma licença juridicamente consistente, sem que seja preciso contratar um advogado. Isso facilita, regulariza as situações, dá segurança jurídica para o compartilhamento”, defende Sérgio Amadeu, em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone. Diferentemente da lei de direitos autorais, o Creative Commons “pensa claramente na importância de direitos reservados ao autor” e garante que as “obras sejam divulgadas, distribuídas, recombinadas, e deem origem a novas criações”, explica. (mais…)

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Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo, 27 de janeiro de 2011

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, viveu emoções extremadas em sua primeira visita oficial a São Paulo. Ela participou da reinauguração da Biblioteca Mário de Andrade, no centro, “Podem existir diferenças políticas, mas a cultura aproxima. A cultura é de todos, é do cidadão”, discursou Ana no saguão, numa solenidade interrompida por gritos de manifestantes contra o prefeito Gilberto Kassab.

Logo a seguir, a ministra demonstrou nervosismo e impaciência ao ter de explicar sua decisão de tirar do site do Ministério da Cultura as licenças Creative Commons, fato noticiado pelo Estado na semana passada. A decisão gerou gritaria entre os militantes da cultura digital – Ana chegou a ser chamada de “Ministra do Ecad” no Twitter por ter usado argumentos conservadores em defesa do copyright. “Eu totalmente sou a favor da cultura digital. Vamos usar os Pontos de Cultura para disseminar as culturas digitais”, reagiu. “Eu não represento o Ecad. Eu sou associada, como tantos outros artistas. Todo mundo tinha de se associar para receber seus direitos. No momento certo, nós vamos discutir os direitos autorais, mas não é agora.” (mais…)

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O movimento de software livre, de recursos educacionais abertos e os defensores da liberdade e diversidade cultural votaram em Dilma pelos compromissos que ela afirmou em defesa do bem comum. No mesmo dia que a Ministra Ana de Holanda atacou o Creative Commons retirando a licença do site, a Ministra do Planejamento Miriam Belquior publicou a normativa que consolida o software livre como a essência do software público que deve ser usada pelo governo. É indiscutível o descompasso que a Ministra da Cultura tem em relação à política de compartilhamento do governo Dilma.

Sergio Amadeu da Silveira, Carta Maior, 25 de janeiro de 2011

Os defensores da indústria de intermediação e advogados do ECAD lançam um ataque a política de compartilhamento de conhecimento e bens culturais lançada pelo presidente Lula. Na sua jornada contra a criatividade e em defesa dos velhos esquemas de controle da cultura, chegam aos absurdos da desinformação ou da mentira. (mais…)

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Muitos defensores da cultura livre tiveram uma ponta de esperança quando, durante a campanha presidencial, Barack Obama escolheu Lawrence Lessig como assessor. Entretanto, apesar de que a Casa Branca tenha adotado as licenças Creative Commons para alguns de seus conteúdos digitais, Lessig não acredita que o presidente vá fazer uma reforma do copyright. “Já não sou mais assessor de Obama. Sua política me decepcionou, é muito convencional e pouco revolucionária. Esqueceu as promessas de mudança e está jogando com as velhas regras”, lamenta Lessig.

R. Bosco e S. Caldana, El País, 3 de dezembro de 2010. A tradução é do Cepat. Reproduzido do IHU On-line.

“Empresas e instituições devem modificar sua aproximação ao problema. Não se trata de proteger os paradigmas do século XIX e XX do ataque do XXI, mas de como podemos pôr os artistas e criadores do século XXI na condição de ganhar dinheiro”, assegura Lessig, que considera o sistema Creative Commons como o primeiro passo rumo a uma legislação “justa, sensível e atual”.
“Acima de tudo, devemos admitir a diversidade de modelos criativos. Graças à tecnologia digital, ao lado dos criadores profissionais, apareceram muitas pessoas que criam por prazer e não por dinheiro. Nos séculos XIX e XX a lei afetava apenas os profissionais e amadores, com exigências bem diferentes. A legislação atual não garante a liberdade que o criador amador necessita, nem apóia suficientemente quem quer viver de sua arte. Necessitamos de um modelo capaz de impulsionar o intercâmbio não comercial e proporcionar um sistema eficaz, justo e remunerativo para a distribuição comercial das criações artísticas”, indica Lessig. (mais…)

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